Quinta-feira, 14 de Julho, 6.31 da manhã.
Parque de estacionamento da piscina do Estádio do Oeiras quase vazio. Nem a senhora do costume a passar pelas brasas no carro ao lado....Nem sequer um pai de atleta-nadador a fumar pastilhas para o cancro, com o nervosismo da sala de espera da Alfredo da Costa estampado no rosto. Dos meus grandes amigos atletas do raiar da aurora apenas um passou por mim com a velocidade habitual. Nem o vi, apenas senti a deslocação do ar. O meu 'bom dia' atingiu-lhe as costas um segundo depois, já ele ia a 340 metros. Decidi fazer o percurso dos 6 kms dentro do perimetro aconselhado pelo novo painel colocado no relvado onde fazemos os alongamentos iniciais e finais. Mais 2kms de tartan, com 5 acelerações de 100 metros. A caminho do relvado do corta-mato estavam três perdizes a saudarem-me. Trô-trô-trô-trrrrrrrrrrôôõôõôõôô.... Como de costume desmoralizei ao ver a velocidade com que elas correm à minha frente sem sequer terem treinado... Ao passar pela canoagem reparei que os aparelhos de ginásio estavam todos ocupados por um cardume de velhotas. Há vários dias que é assim. Ontem, quando eu e o João Carvalho nos metemos com elas a dizer que iam muito devagarinho, uma delas desatou a correr atrás de nós a acompanhar-nos a uma tal velocidade, que por frações de segundo entrei em pânico 'então já não são só as perdizes que me dão um bigode?..'
Na ultima aceleração de 100 metros tive duas alegrias. A primeira foi a de acabar o treino, e a segunda foi de rever o Costa (barbeiro) que continua em grande forma, bem disposto
e à procura da mulher que andava a fazer caminhada por outro lado...Amanhã é o ultimo treino. Costumo dizer que acabando o treino, a maratona está feita. Esta de Melides, não é bem assim. Já estou habituado à sensação - esta será a 12ª maratona - mas vamos lá a ver se não é muita areia para aminha camioneta. Literalmente.
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